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Pedra da Lua

Pedra da Lua

 

As suas cores são: Incolor ou amarelo com branco lácteo, reflexão azulada.

Os seus depósitos: Sri Lanka, Índia, Austrália, Brasil, Alemanha, Índia, Myanmar (Burma), Madagáscar, México, Noruega, Suíça, Tanzânia e Estados Unidos.

A Pedra da lua é a pedra mais preciosa do grupo do feldspato e é assim chamada devido à sua cor, um branco leitoso tingido de azul, como a lua. Esse efeito visual, ou brilho é causado por uma reflexão azul ondulada ou flutuante visível quando a pedra é passada em frente a uma fonte de luz. Quando a luz cai entre essas camadas finas e planas, ela se dispersa em muitas direções produzindo o fenômeno chamado, adularescência.

Pedra da lua bruta: Meetiyagoda, Sri Lanka

 

O nome da Pedra da lua em sânscrito é “chandrakant”, significa “amado da lua”. Por diversas culturas e séculos ela é reverenciada por conectar com a energia e o poder da lua. Em sua luz refletida, podemos projetar e, assim, observar as verdades ocultas que residem nas profundezas de nós mesmos, fora da luz da consciência. A Pedra da lua é um talismã para a nossa jornada interior. Ela é ideal para fazer sessões de regressões nas vidas passadas. Está associada ao feminino porque habilita a entrada para o lado intuitivo da mente. Quando usado por mulheres, promove a psíquica habilidade da clarividência. Quando usado por homens, estimula o lado direito do cérebro, permitindo assim o equilíbrio entre o pensamento não linear e o lado emocional.

 

      

 

 

Histórias e lendas com a Pedra da lua

“Na Índia, a Pedra da lua é considerada uma pedra sagrada e é amplamente acreditado para trazer boa sorte para aqueles que a usam. De acordo com a lenda hindu, a Pedra da lua foi formada a partir de raios da lua; ao mesmo tempo, eles acreditam que se os enamorados colocarem a pedra, em dia de lua cheia nos seus lábios, eles poderão ver o futuro do casal. A Pedra da lua é também um presente tradicional para trazer harmonia no casamento.”

“Para os romanos, essa pedra era feita de gotas de luar e associavam com os símbolos da feminilidade e da intuição. Eles a vinculavam a Diana, deusa da lua e protetora de animais, e afirmavam que os amuletos feitos com a Pedra da lua, principalmente adornadas em conjunto com uma fruta, promovia uma colheita abundante.”

“Na mitologia grega, a Pedra da lua foi associada com a deusa da noite, Nyx. Era também a pedra de Selene, a deusa da lua cheia.”

“Na Europa, dizem que a Pedra da lua reconcilia os casais e cura insônia. A Pedra da lua também é muito apreciada entre os amantes; acreditam que despertam tendências a pensamentos de paixão. Dizem que o casal que a possuem intencionam ter a vida futura juntos.”

“Nos países árabes, as mulheres a usam em suas roupas íntimas, porque acreditam que traz a fertilidade. É também o símbolo da prosperidade.”

Pedra da lua do templo budista de Sri Lanka Anuradhapura Biso Maligaya.

“As pedras da lua que adornam os limiares dos templos budistas no Sri Lanka não têm nada a ver com o nosso mineral, contrariamente ao que às vezes pode ser lido: são frisos esculpidos dispostos em semicírculos que simbolizam a Pedra da lua. Os círculos são projetados para acalmar a mente e concentração dos devotos.”

“Na América os Sioux associavam a pedra com Hanwi, a deusa do sol da noite. Ela os protegia durante a noite, especialmente dos espíritos malignos.”

“Popularmente conhecido como a pedra protetora do viajante, ela é usada como amuleto desde a antiguidade. Protege, especialmente à noite, e seria mais poderoso quando a lua se reflete na água.”

 

 

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Art nouveau é um estilo internacional de arquitetura e de artes decorativas – especialmente o início da arte aplicada à indústria– que foi muito apreciado de 1890 até os anos 1920.

 

“A Pedra da lua começou a se tornar popular no século XIX, devido ao seu grande valor e às peculiaridades da sua cor e brilho. Também adquiriu grande importância na arte de alguns artistas do modernismo, que usaram a Pedra da lua para realizar criações Art Nouveau.”

 

Peça de René Lalique (1860 – 1945).

Nesta época o ourives francês René Lalique e muitos outros criaram uma grande quantidade de joias usando a Pedra da lua montada sobre prata. A Maison Lalique sempre fabrica joias com a Pedra da lua.

 

 

As virtudes da Pedra da lua

  • A Pedra da Lua ajuda a resolver problemas intuitivamente, ao invés de intelectualmente.
  • Facilita os “novos começos”, graças à relação com as fases da lua que se sucedem mutuamente.
  • A Pedra da Lua permite sonhos premonitórios.
  • Desenvolve a intuição.
  • Fornece gentileza e tolerância para pessoas duras e severas.
  • Tem a propriedade para lutar contra os distúrbios menstruais e hormonais.
  • Muito útil para mulheres grávidas, para a menopausa e a sexualidade.
  • A Pedra da lua ajuda  a digestão, a eliminar toxinas e a lutar contra a retenção de água.
  • Eficaz contra doenças da pele e do cabelo.

 

Os poderes de cura da Pedra da lua são controversos, mas foram citados há séculos por curandeiros e xamãs de muitas culturas e civilizações.  A melhor prática para uso cristalino e metafísico é usar a pedra em contato direto com a pele, especialmente perto da parte problemática do corpo.

Atenção: As informações acima não substituem os conselhos do seu médico.

 

 

Bibliografia

The book of stones who they are & what they teach. Robert Simmons & Naisha Ahsian; North Atlantic Books, Berkeley, California, 2007.

https://www.thespruce.com/what-is-the-meaning-of-moonstone-1274360

https://www.vuillermoz.fr/page/pierre-de-lunehttps://meanings.crystalsandjewelry.com/latest-crystals-news/

https://www.google.com.br/search?q=temple+of+sri+lanka+adorned+with+moonstone&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwizjLiPtObWAhVLFZAKHQHnAssQsAQIJg&biw=155

http://www.emmanuelleguyon.com/vertus_pierre_de_lune.html

https://www.gemselect.com/gem-info/moonstone/moonstone-info.php

https://en.wikipedia.org/wiki/Moonstone_(gemstone)

www.google.com/Lalique

https://www.pouvoirdespierres.com/pierre-de-lune/

https://esoterismos.com/piedra-de-la-luna/

http://www.espiritugaia.com/PiedraLuna.htm

http://www.gemsbrokers.org/pierre_precieuse/pierres_et_gemmologie/pierre_de_lune_mythe.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau

https://www.google.com.br/search?q=pierre+de+lune+mythologie&tbm=isch&tbs=rimg:CbJgWDDtrbrIIjgb1ERx2M6XCaexz_1eXJz1dvfWZGP17okaAkqKkVu4vQNnK3qsEuNl5ZSGQCxBGX9bCBlZN0T-chSoSCRvURHHYzpcJEaoUxgiqYzskKhIJp7HP95cnPV0RffMIzrFlsYcqEgm99ZkY_1XuiR

https://djllalique.com/gallery-type/jewelry

Árvore da vida II

O conceito Árvore da vida é um motivo comum em várias teologias, mitologias e filosofias. O termo árvore da vida também pode ser usado como sinônimo de Árvore Sagrada, do Conhecimento, da Criação, do Mundo ou ainda Árvore Cósmica. Ela alude à interconexão da vida em nosso planeta – muitas vezes como ponte entre céu, a terra e o submundo e serve como uma metáfora para biologia –  a descendência comum no sentido evolutivo.

    

 

 

Antigo Egito

Mural Árvore da vida em Karnak

 

A Árvore da Vida foi um dos símbolos mais poderosos do antigo Egito. Era uma referência do Conhecimento do Plano Divino ou o equivalente a um mapa do destino. Ela está ligada ao mito da criação e aos nove deuses (, Shu, Tefnut, Geb, Nut, Osíris, Ísis, Seth e Néftis) da Ennead de Heliópolis.  O templo do Sol desta cidade, dedicado a Rá, abrigava a Árvore da Vida conhecida como a Sagrada Árvore de Ished, fisicamente identificada como a árvore de Persea (tipo de abacateiro).

 

Comer o seu fruto garantia a Vida Eterna e o Conhecimento do Plano Divino ou o equivalente a um mapa de destino que existia desde o momento em que o mundo foi criado, marcando o início dos tempos. Não estava disponível aos mortais, apenas nos rituais relativos à eternidade em que os deuses renovavam aos faraós a unidade deles com os deuses.

 

 

 

Thoth secretário do deus Sol Rá, e escriba do submundo – escrevia o nome do faraó e o seu reinado nas folhas e frutos da Árvore da vida, ato que protegia o governante e perpetuava o seu nome.

 

 

 

 

 

Os mitos posteriores contam uma história em que o Seth tentou matar Osíris, colocando-o em um caixão e jogando-o no Nilo. O caixão incorporou na base de uma Árvore, que se tornou uma coluna no palácio do rei.

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Outra versão da Árvore da Vida Egípcia conta queacreditavam que Isis e Osíris emergiram da acácia de Iusaaset, referindo-se a ela como a “árvore na qual a vida e a morte estão fechadas”.

Cultura Nórdica  

A Árvore Sagrada por excelência é o Yggdrasil.

 

Yggdrasil é uma Árvore Sagrada de cinzas imensa que é central para o cosmos e se conecta aos nove mundos na cosmologia nórdica. Os seus ramos se estendem até os céus, e a Árvore é apoiada por três raízes e cada uma alcança um mundo misterioso diferente. A primeira raiz está conectada com Asgard, o antigo reino dos poderosos deuses nórdicos. A segunda raiz vai até Jötunheimr, o lar dos gigantes temerosos e a terceira raiz se estende para Nilfheim, um lugar envolto em escuridão, frio, com névoa e gelo.

 

Em cada um dos mundos, há um poço sagrado. Em Asgard fica bem o Urd (destino) e é aqui que os deuses realizam suas reuniões diárias. Em Jötumheimr, o poço de Mimir é associado ao deus nórdico da sabedoria. Dizem que o grande deus Odin sacrificou um olho para Mimir em troca de uma bebida do seu poço. Em Nilfheim o poço chama-se Hvergelmir, do qual muitos rios fluem.

 

 

 

 

 

 

Cultura Celta

 

 

Os celtas podem ter adotado o símbolo da Árvore da Vida à partir da lenda nórdica da Árvore do Mundo – Yggdrasil. O símbolo celta varia no seu design que é dobrada com ramos e forma um círculo com as raízes da árvore.  Para os celtas a Árvore da Vida era um símbolo de equilíbrio e harmonia. As árvores em geral eram parte integrante da cultura e crenças dos celtas.

 

Os druidas acreditavam que a Árvore da Vida possuía poderes especiais. Quando eles limpavam uma área para fins de assentamento, uma única árvore seria deixada no centro, a qual se tornaria conhecida como a Árvore da Vida (Crann Bethadh). Era um lugar de importantes encontros para os membros do alto escalão da tribo. Durante as guerras entre tribos, o maior triunfo seria eliminar a Árvore da Vida do oponente. Cortar a Árvore da sua própria tribo era considerado um dos piores crimes que um celta poderia cometer.

 

 

Veja a nossa coleção Árvore Celta

 

Os celtas também acreditavam que as árvores eram realmente ancestrais de seres humanos. Eles as viam não apenas como seres vivos, mas também como mágicas.

 

 

Os mundos superior e inferior eram conectados pela Árvore da Vida. Uma grande proporção da raiz é subterrânea, e atinge o submundo, enquanto os ramos crescem para o mundo superior. O tronco da árvore une esses mundos com a Terra, permitindo assim a abertura de um portal para o mundo espiritual e onde era possível receber e transmitir mensagens ao “Outro Mundo”. Também se acreditava que as árvores possuíam o poder de abençoar as pessoas com prosperidade.

 

 

Cristã

 

Cristo está representado como sendo o tronco central da Árvore e os discípulos são os ramos. Acima do próprio Cristo encontra-se o Espírito Santo e Deus.

Entre os cristãos, a Árvore da vida está ligada à árvore do conhecimento – as árvores mencionadas no início do livro do Gênesis, no segundo relato da criação, descreve o jardim do Éden que representa o Universo onde a vida aparece. Deus planta muitas árvores lá e em particular a da Vida e do Conhecimento do bem e do mal. A Árvore da vida simboliza aqui a imortalidade e a vida eterna.

 

A história da Árvore do Conhecimento mais famosa é a de Adão e Eva, onde saíram da pureza com a tentação da força do mal, desceram em uma dura realidade, completamente desprovida de conexão direta com o Divino. A árvore era sua conexão simbólica com a Divindade.

Ela também é mencionada várias vezes no texto do Apocalipse de São João: “Ao conquistador, eu comerei da Árvore da vida colocada no Paraíso de Deus”.

A vinda de Cristo, a sua morte e ressurreição, dão ao homem a oportunidade de provar novamente os frutos da vida eterna. Os cristãos muitas vezes assimilam a Árvore da vida com a cruz de Jesus Cristo, pois como uma árvore produz frutos, Cristo dá a vida a toda humanidade.

 

Armênia

 

 

Na antiga Armênia, a Árvore da Vida (Կենաց Ծառ) era um símbolo religioso e foi desenhada em muros de fortalezas e esculpida na armadura de guerreiros. Os ramos da árvore foram igualmente divididos nos lados direito e esquerdo do caule, com cada ramo com uma folha e uma folha no ápice da árvore. Os servos ficavam de cada lado da árvore com uma das mãos para cima como se estivessem cuidando dela.

 

Turquia

 

A faia, Árvore da vida turca, simboliza o “renascimento, crescimento e desenvolvimento do povo turco”. Ela também é o simbolo do xamanismo – é ela que faz conexão para os xamãs subirem e descerem entre o mundo espiritual e o submundo. A sua madeira é a usada para formar o tambor xamã, parte integrante dos materiais utilizados nas performances de rituais e ritos sagrados.

 

Conheça a nossa coleção Turquia

 

Cultura Maia

A Árvore da vida é um símbolo comum em muitas culturas, porém para os Maias ela representa o Axis Mundi, o Centro Mundial Estável. Ela constitui de uma linha vertical simbólica – como a linha de equilíbrio em um topo de rotação – que une os três realismos: o céu, a terra e o submundo.

Na Árvore da vida Maia há uma cruz no centro que é a fonte de toda a criação e a base se expandiu nas quatro direções cardinais, que também servem para representar a natureza quadrupla de uma árvore mundial central.

 

As representações de árvores do mundo, tanto em seus aspectos direcionais como centrais, são encontradas na arte e nas tradições mitológicas de culturas, como maias, astecas, olmecas e outras, datando pelo menos dos períodos formativos médio / tardio de cronologia Mesoamericana.

 

 

 

 

Fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/Yggdrasil

http://www.ancientpages.com/2016/09/22/yggdrasil-eternal-and-sacred-tree-of-life-in-norse-mythology/

https://norse-mythology.org/cosmology/yggdrasil-and-the-well-of-urd/

http://blog.sivanaspirit.com/sp-gn-what-is-the-tree-of-life/

https://supercurioso.com/arbol-de-la-vida-significado-leyenda/

https://www.linkedin.com/pulse/tree-life-%D5%AF%D5%A5%D5%B6%D5%A1%D6%81-%D5%AE%D5%A1%D5%BC-my-armenia-wedding/

https://www.celtic-weddingrings.com/tree-of-life-meaning.aspx

http://www.buzzle.com/articles/celtic-tree-of-life-meaning.html

https://ww http://www.landofpyramids.org/tree-of-life.htm

w.celticelegance.com/celtic-tree-life-meaning-history-ancient-symbol/

http://www.hurriyetdailynews.com/the-tree-of-life–an-enduring-symbol.aspx?pageID=238&nID=65898&NewsCatID=438

http://vidaesperanzayverdad.org/vida/cual-es-el-significado-de-la-vida/el-arbol-de-la-vida/

http://adeptinitiates.com/blood-osiris-dmt/

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https://en.wikipedia.org/wiki/Tree_of_life

http://povodebaha.blogspot.com.br/2005/12/rvore-da-vida.html

www.cuarzomistico.com/el-arbol-de-la-vida-y-su-significado/

http://www.treeremoval.com/celtic-tree-of-life/#.WaRN7j6GOM8

El árbol de la vida celta

https://en.wikipedia.org/wiki/Mesoamerican_world_tree

 

 

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

 

 

 

 

 

Árvore da Vida I

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www.flaviocrestana.com.brA Árvore da Vida é um conceito que faz parte de diversas tradições religiosas e filosóficas ao longo da história da humanidade. Com pequenas variações ela é encontrada entre os celtas, no Egito, cristianismo, budismo, hinduísmo, islamismo etc. Essa coincidência nos faz pensar que o ser humano vê na árvore a inspiração para explicar o conhecimento, o sagrado, a evolução e até mesmo a moralidade.

 

www.flaviocrestana.com.brEla é considerada o símbolo da criação, proteção, abundância de seus frutos e da regeneração. É igualmente comparada a vida humana independentemente da idade, gênero ou cultura. À medida que evoluímos, obtemos crenças profundamente enraizadas, a sabedoria vai se ramificando e, finalmente, conectamos através do tronco, o corpo e à mente superior

www.flaviocrestana.com.brNo livro Éden no Oriente (1998), Stephen Oppenheimer sugere que uma cultura de adoração árvore surgiu na Indonésia e foi difundida pela mudança abrupta do tempo, caso de c. 8000 a.C, quando o nível do mar subiu. Esta cultura atingiu a China (Szechuan), em seguida, Índia e Oriente Médio. Finalmente, esta difusão espalhou da Rússia para a Finlândia, onde o mito nórdico de Yggdrasil tomou raiz.

 

 

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A expressão “Árvore da Vida” também foi usada como modelo para ordenar e classificar a evolução dos seres vivos. Para representar a filogenia das espécies e sua classificação, Charles Darwin (1809 – 1882)   usou um esquema na forma de uma árvore, o que implica que todas as espécies compartilham processos comuns. Cada espécie de ser vivo seria equivalente a uma folha de árvore, mas globalmente todas as espécies provêm do mesmo tronco e as mesmas raízes.

 

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A Árvore da Vida e as diferentes culturas:  

 

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Índia e Indonésia

 

Na Índia a árvore é considerada sagrada. Suas raízes penetram profundamente na terra, no submundo e no desconhecido, enquanto seus galhos se estendem ao céu como pássaros que gostariam de voar. O tronco é o meio de subir para cima, a maneira de chegar sendo o elemento que liga os três mundos, submundo, céu e terra. A árvore não é apenas sinônimo de crescimento e proliferação, mas também associada a uma abundância inesgotável de vida, imortalidade. Uma árvore significa que há água, crescimento e fecundidade.

As impressões em tecidos com pinturas de árvore sempre estiveram em alta demanda em áreas como a Índia e Indonésia, onde o tema é considerado um símbolo de boa sorte. Essa ideia surgiu na antiguidade em um grupo étnico indígena na Indonésia, precisamente em Toraja, onde era costume o noivo oferecer uma árvore à noiva como um dote, simbolizando um relacionamento eterno. Com a escassez de árvores, começaram a entregar árvores pintadas em tecidos.

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Hinduísmo

 

A Árvore da vida ao lado é uma ilustração hindu. As flores simbolizam a fertilidade e os pavões representam a imortalidade, fertilidade, realeza e proteção.

No Hinduísmo, os Vedas e os Upanishads referem a Árvore da Vida como tendo raízes no submundo, um tronco que liga a terra e os céus, e ramos puros que crescem no Brahman (origem e raiz de toda a consciência que evolui neste mundo). Trata-se de um símbolo de nascimento, maturidade, morte e renascimento.

Durante a destruição cíclica da criação quando toda a terra estava envolvida pelas águas, akshaya vata (a eterna árvore Banyan) permaneceu inalterada. Como a forma de um bebê, o Senhor Krishna descansava nas suas folhas.

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Budismo

 

De acordo com a tradição budista, foi debaixo da Árvore Bodhi que Sidarta Gautama – Buda, se sentou para meditar, e foi sob ela que ele alcançou a Iluminação –  em Bodh Gaya (Bihar, Índia). Essa Figueira é uma manifestação física de sua energia. A árvore representa essa parte de nós mesmos que permanece pura, apesar de situações difíceis, enquanto estamos enraizados na espiritualidade.

A Árvore Bodhi é considerada sagrada pelos hindus e budistas e é símbolo de felicidade, longevidade e boa sorte.

 

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Árvore da vida com dragão e fênix de bronze – San Xing Dui, China

China

 

Na mitologia chinesa a Árvore da vida é ornamentada por um dragão e “Fenghuang” uma criatura semelhante à fênix. Os três – árvore, dragão e fênix, são símbolos da imortalidade reverenciados pelo povo. O chinês é fascinado por este tema, entre outros contos, existe um taoísta sobre uma árvore que produz um pêssego a cada três mil anos; a pessoa que a come viverá por mais três mil anos.

As árvores são símbolos de longevidade e até imortalidade para os chineses. O confucionismo se enraizou profundamente no coração da cultura chinesa e esta é uma das razões pelas quais a imortalidade ou mesmo a existência de uma vida longa é tão importante para os chineses: quanto mais velho, mais é respeitado; como viver uma longa vida equivalesse a ter mais sabedoria e ocupar uma melhor posição na sociedade.

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Mitologia Persa

 

A poderosa Gaokerena, a grande e sagrada árvore Haoma (árvore da vida), possui todas as sementes do mundo. Ela tem propriedades curativas e fornece imortalidade aos corpos, ressuscitando-os dos mortos.

O mal, naturalmente, tentou destruir esta Árvore da vida. Ahriman – deus do mal, incluindo a morte – criou uma rã para invadir a árvore e destruí-la, com o objetivo de evitar que as árvores cresçam na Terra. Como reação Ahura Mazda – deus do bem, incluindo a vida – criou dois peixes para vigiar a rã e proteger Gaokerena, impedindo assim que o mal vença o bem.

 

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painéis de Nimrud – Mesopotâmia

 

A Árvore da vida assíria é representada por uma série de nós e linhas que se cruzam. Aparentemente, foi um símbolo religioso extremamente importante, geralmente cuidado por sacerdotes alados humanos com cabeças de águia ou até pelo próprio rei. Os especialistas em Asiriología não chegaram a um consenso sobre o significado desse símbolo. A maioria teoriza que era um símbolo da criação.

O nome “Árvore da Vida” foi atribuído por estudiosos modernos, não foi usado em fontes assírias. Na verdade, não há evidências textuais sobre esse símbolo.

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Nos tempos do Império Neo-Assírio (930-607 d.C.), o tema da Árvore é encontrado em quase todos os lugares: em selos, joias, painéis, esculturas, pinturas de parede e colunas de palácios reais, em vestimentas reais, móveis, implementos, elmos, armas, etc.

 

 

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Judaicas

 

Etz Chaim, hebraico para “árvore da vida”, é um termo comum usado no judaísmo. A expressão, encontrada no Livro de Provérbios, é aplicação figurativa para a própria Torá. Etz Chaim também é um nome comum para yeshivas (instituição judaica que se concentra no estudo de textos religiosos tradicionais, principalmente o Talmud e a Torá) e sinagogas bem como para obras de literatura Rabínica.

 

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Cabalista e a Árvore da Vida.

 

A Árvore da Vida (Cabala) é derivada da Flor da Vida.

 

Em hebraico, é um símbolo místico dentro da Cabala do judaísmo esotérico usado para descrever o caminho para Deus. É um arranjo de dez esferas interligadas (chamado sephiroth, que significa “esferas”), que representam o sistema organizacional central da tradição cabalística judaica ou “cosmologia” da Cabala. A Árvore da vida é considerada um mapa do universo e a psique, a ordem da criação do cosmos e um caminho para a iluminação espiritual. As dez esferas representam os dez números arquetípicos do sistema pitagórico. Dizem-se que existem 32 caminhos na Árvore da Vida. Os 10 primeiros são os Sefiroth, os 22 restantes correspondem às linhas ou canais de energia que se juntam ao Sefiroth. Cada um deles, por sua vez, corresponde a uma das 22 letras do alfabeto hebraico.

 

Continuação no próximo artigo com as culturas Celta, Egípcia, Mesoamericana, Cristã e outras também cativantes…

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

https://www.tokenrock.com/explain-tree-of-life-160.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabala

http://www.sciences-fictions-histoires.com/blog/archeologie/l-arbre-de-vie-symbole-universel-intemporel.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/Tree_of_life#Jewish_sources

http://www.thehindu.com/features/friday-review/religion/tree-of-life/article4452876.ece

https://en.wikipedia.org/wiki/Tree_of_life

http://povodebaha.blogspot.com.br/2005/12/rvore-da-vida.html

http://www.bijouxindiens.net/fr/news/le-symbole-arbre-de-vie-signification/

https://www.mieux-vivre-autrement.com//dessiner-son-arbre-de-vie-symbolique-pour-se-realiser-pleinement.html

https://supercurioso.com/arbol-de-la-vida-significado-leyenda/
https://www.definicionabc.com/religion/arbol-de-la-vida.php

https://notepuedefaltar.com/que-significa-arbol-de-la-vida/

https://tree-of-life-meaning.blogspot.com.br/p/blog-page.html

http://blog.sivanaspirit.com/sp-gn-what-is-the-tree-of-life/

https://la-definicion.com/arbol-la-vida/

https://www.infopedia.pt/$arvore-da-vida

http://www.treeoflife.net.au/Tree-of-Life-Meaning-Symbolism-of-the-Tree-Of-Life.html

https://verymuchdutch.wordpress.com/2013/02/25/curiosity-tree-of-life/

https://notepuedefaltar.com/que-significa-arbol-de-la-vida/

 

 

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

Olho de Hórus

A criação do mundo segundo a mitologia Egípcia

Criação do mundo templo de Dendera

 

No início nada existia, exceto Nun, as águas celestiais…

, deus do Sol, surgiu de Nun e com palavras criou o primeiro firmamento. Com sua saliva fez surgir a sua filha Tefnut (deusa da umidade e das nuvens) e de sua respiração seu filho Shu (deus do ar).

Eles viveram juntos até que Tefnut e Shu se afastaram e Ra sentiu muita falta deles. Ele arrancou o seu próprio olho e o enviou para que os procurasse. A seguir criou um novo olho para si, para que pudesse ver os seus filhos novamente.

O velho olho encontrou Tefnut e Shu e os trouxeram de volta. Ra gritou de alegria e de suas lágrimas criaram os primeiros humanos.

O velho olho estava com ciúmes do novo olho de Ra. Para evitar confrontos, ele colocou o velho olho em uma cobra e os usava em cima de sua cabeça.

Ra tem a cabeça de falcão. A figura ilustra a cobra em volta do Sol com o velho olho de Ra.

 

Os irmãos Tefnut e Shu deram à luz a Geb deus da terra (do solo e da morte) e Nut a mãe dos deuses (do céu e das estrelas).

 

Nut como deusa do mundo, vestida de estrelas e Geb como deus da terra, deitado e ilustrado na cor verde

 

O padrão dia e noite foi criado quando Ra tornou-se uma bola de fogo e rolou sobre Nut. Depois disso, surgiram todas as outras criaturas e todas as plantas.

Geb e Nut tiveram 4 filhos Osíris (deus da Terra), Ísis (deusa da maternidade e da fertilidade), Néftis (deusa da casa e do pôr do sol) e Seth (deus do deserto).

Osíris era o mais importantes dos filhos, foi casado com a sua irmã, a deusa Isis.

A lenda mais famosa sobre Osíris relaciona-se com sua morte nas mãos de seu irmão Seth.

Osíris era o filho mais velho e sucedeu Geb como faraó.  Seu irmão Seth, casado com a deusa Néftis, governava apenas o deserto, situação que não lhe agradava. Movido pela inveja, decide matar Osíris.

Em uma festa Seth induziu Osíris a deitar num caixão como parte de um jogo para assassinar e jogar o seu corpo juntamente com o caixão no Rio Nilo. O caixão percorreu o rio e atravessou o mar até a costa fenícia, onde foi depositado no sopé de uma árvore.

 

A árvore foi mais tarde cortada pelo rei dos Byblos e usada como um pilar no palácio. Isis com ajuda de Néftis recupera o pilar e o corpo, e o esconde no Egito.

Seth encontra o caixão. Furioso decide esquartejar Osíris em catorze pedaços e espalha por todo o Egito.
Ísis, auxiliada pela sua irmã, sai em procura das partes do corpo de Osíris. Consegue reunir todas, com exceção do pênis, que teria sido devorado por peixes. Para suprir a sua falta, Ísis criou um órgão artificial com caules vegetais.

 

Ísis e Néftis procedem então a prática da primeira mumificação. Ísis transforma-se em seguida numa ave que graças ao bater das suas asas sobre o corpo de Osíris cria uma espécie de ar mágico que acaba por ressuscitá-lo; ainda sob essa forma, Ísis une-se sexualmente a Osíris e da cópula resulta um filho, o deus Hórus. Ísis deu à luz a seu filho numa ilha do Delta, escondida de Seth. A partir de então, Osíris passou a governar o mundo dos mortos.

 

Hórus é o deus do Céu no Egito antigo. Ele é representado na forma de um falcão, ou na forma de um homem com uma cabeça de falcão. No Egito, o falcão representa a força física, intelectual e elevação espiritual.

Para vingar seu pai e tomar o poder, Hórus vai para a guerra contra o seu tio. Depois de muitas batalhas, derrota Seth e assume o trono do Egito. No entanto, durante uma batalha, ele perde um olho.

 

 

 

 

Thoth com o olho de Horus nas mãos. Walters Art Museum.

Thoth, o deus da magia, consegue recuperar e reconstruir 5 fragmentos do Olho de Hórus e restaura a última peça que faltava. Antigamente chamado de wedjat, que significa completo, é um olho especial com qualidades mágicas.  O Olho de Hórus é o símbolo da vitória e superioridade do bem sobre o mal.

 

Conheça a nossa coleção de joias “Olho de Hórus”

                      

Olho de Hórus

 

A mitologia Egípcia é riquíssima. Os textos escritos em papiros, pedra, madeira, couro, paredes dos templos e até em tumbas estão cobertos de sinais – os hieróglifos. Durante milhares de anos, entre os diversos escritos, as histórias se fundem como a de Hórus e Ra.

 

A figura ao lado mostra um amuleto peitoral de ouro e vidro que foi descoberto no túmulo de Tutancâmon. Ele retrata o Olho de Hórus flanqueado pela deusa abutre representando o Alto Egito e a deusa cobra representando o Baixo Egito.

         

 

 O Olho de Hórus é retratado em gravuras, pinturas, joias, artefatos, relíquias. Exemplos do ícone podem ser encontrados nos túmulos, templos e manuscritos do antigo Egito. É um símbolo que muito egípcios tinham, sendo o mais popular um medalhão para atrair boa sorte e repelir doenças.

 

O Olho de Hórus é representado como um olho humano e simbolicamente com a cauda longa e as sobrancelhas que são as marcações de um falcão. Era um objeto que se acreditava incorporar e oferecer poderes e proteções mágicos. Ele foi o amuleto mais usado em todas as épocas do antigo Egito, sendo considerado um dos mais poderosos para saúde, prosperidade, indestrutibilidade do corpo, capacidade de renascer e a neutralização do “mau-olhado”.  Para os mortos era um símbolo de proteção contra os infortúnios do além.

Outra vertente dos poderes do olho de Hórus afirma que ele pode ter dois significados, dependendo se é o olho esquerdo ou direito.

 

O olho direito representa a informação concreta, que é controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras, palavras e números, e é mais voltado ao universo masculino.

Representa o sol e a luz, por isso também é conhecida como “Olho de Ra”.  Como uma encarnação do sol, o olho direito tinha mais poderes do que a esquerda, já que o deus Ra foi o mais poderoso da mitologia egípcia. Este olho era usado como um talismã de proteção ao remover órgãos múmias, o temido “mau-olhado”, traições, encantamentos e olhares invejosos.

 

O olho esquerdo representa a informação abstrata, controlado pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza o lado feminino, como pensamento e sentimento, intuição e a capacidade de enxergar o lado espiritual.

O olho esquerdo representa a lua e sombra, é usado em menor medida com relação ao direito. Seu uso era frequente em ritos funerários como invocação a divindade. Este lado do olho também é uma referência para o sistema de medição no Egito antigo.

 

Olho de Hórus como Sistema de Medição

 

Os antigos egípcios usavam o Olho de Hórus como uma forma de medida para expressar frações de volume. Eram usados para aferir a capacidade da unidade para grãos, medicamentos e pigmentos. Era um sistema de quantificação para medir partes de um todo.

Frações representadas na figura de um quadrado.

É interessante notar que a somatória das peças dá 63/64. Alguns sugerem que o 1/64 restante representa a magia usada por Thoth para restaurar a visão, enquanto outros acreditam que a peça faltante representa o fato de que a perfeição não era possível e outros dizem ainda, que a falta de 1/64 para uma perfeita unidade iria ser sempre fornecida por Thoth, que o completaria e estaria sob sua proteção …

 

Bibliografia

http://jfbradu.free.fr/egypte/SIXIEMES/symboles/symboles.html

https://fr.wikipedia.org/wiki/Œil_Oudjat

http://www.egyptos.net/egyptos/viequotidienne/oeil-oudjat.php

https://www.britannica.com/topic/Nun-Egyptian-god

http://www.wemystic.fr/guides-spirituels/oeil-d-horus-chance-et-bonne-sant/

http://mathematiques.ac-bordeaux.fr/profplus/publica/bulletin/bull08/horus.htm

https://fr.wikipedia.org/wiki/Horus

http://despiertavivimosenunamentira.com/el-ojo-que-todo-lo-ve-ojo-de-orus/

https://www.significados.com/ojo-de-horus/

http://leopoldina-emummundodistante.blogspot.com.br/2009/12/deuses-chu-tefnut-geb-e-nut.html

http://cantinhodosdeuses.blogspot.com.br/2011/10/

http://www.landofpyramids.org/eye-of-horus.htm

http://antigoegito.org/o-mito-da-criacao/

http://www.suapesquisa.com/egito/osiris.htm

https://es.wikipedia.org/wiki/Ojo_de_Horus

 

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

Celtas e seus principais símbolos.

O pouco que se pode imaginar sobre os Celtas e suas crenças e práticas religiosas deve ser combinado da mitologia sobrevivente e da abundância de ícones e símbolos que tão generosamente deixaram para que nós decifrássemos.  Aqui estão alguns dos símbolos celtas mais populares.

 

   Cruz Celta

 

 

Representa a harmonia e a estabilidade de energias poderosas e sagradas vistas e invisíveis no nosso universo. Com linha horizontal que significa o mundo terrestre e as linha vertical o mundo espiritual, com círculo no fundo, o eterno poder de Deus.

A Cruz Celta já existia muito antes do cristianismo reivindicá-lo. Especificamente, a cruz de pé igual (como um sinal de mais) era frequentemente vista em antigas ruínas e relíquias celtas. Curiosamente, para os celtas, essa cruz teve a mesma função que os cristãos em cemitérios.   Muito mais tarde, a cruz começou a se afastar do “sinal mais” e evoluiu para a tradição de cruz cristã que vemos hoje, devido aos descendentes celtas que se convertem ao cristianismo. Seja qual for o aspecto ou a era, a Cruz Celta é um poderoso símbolo que representa a ponte ou a passagem entre o céu e a terra.

 

Nó Infinito

 

Os Celtas possuem marcante manifestação artística embora denotem influências asiáticas como o Nó Infinito do Budismo Tibetano e da arte chinesa.

O Nó Infinito foi descrito como um símbolo que representa o entrelaçamento do caminho espiritual, o fluxo de tempo e movimento dentro do que é eterno. Toda existência está ligada pelo tempo e pela mudança mas, repousa serenamente dentro da Divino e Eterno.

Figura 3 Peça chinesa de 400 a.C

 

 

Nó Infinito Celta evoca começos e terminações portanto, somos lembrados da natureza atemporal do nosso espírito. Uma menor representação espiritual também está relacionada com a natureza infinita dos nós. Devido ao seu caminho infinito, o nó celta pode representar um ciclo de vida ininterrupto. Nos tempos antigos, os presentes adornados com Nó Infinito seriam dados com os melhores desejos de longevidade ou sorte.

 

O Nó da Trindade Celta, ou o Triquetra.  O termo Triquetra vem do latim, e significa “três pontas”.  Era um símbolo muito comum na civilização Celta devido ao seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual.

 

O símbolo da triquetra antecede cristianismo e foi provavelmente um símbolo Celta antigo. Símbolos tríplices eram comuns nos mitos e lendas Celtas. Essa é uma das possíveis razões para a fácil aceitação de crenças cristãs pelo povo Celta. A triquetra tornou-se um símbolo cristão bem adequado, já que incorpora um outro popular símbolo cristão, o peixe (vesica piscis), tornando-se uma perfeita representação do conceito da trindade cristã. Às vezes é representado dentro de um círculo para enfatizar o aspecto da unidade.

Nó circular enfatiza a continuidade da vida ou da eternidade. É por esta razão que este nó Celta é comumente utilizado em alianças de casamento ou em presentes trocados entre amantes. Ela representa a infinita natureza de suas emoções de um para o outro como senso de unidade, fluxo de harmonia e eternidade

 

 

 

Nó quadrado ou escudo-nó. Desde os tempos antigos, é um formato de proteção para a batalha do guerreiro Celta. Simboliza a firmeza e estabilidade.

 

 

 

 

 

                         

Conheça a nossa coleção de joias Celta-Wicca 

Triskle ou triplo espiral

 

 

O contato com a trindade (mente, corpo, espírito, sol, lua, terra, as 3 faces da Deusa – donzela, mãe, anciã, etc.) remete a alma humana para o centro – o núcleo da compreensão e da consciência. Este símbolo também mostra um diálogo simbólico que passa por algo como isto: “Não importa o quão longe estamos separados, não importa o quão longe nós vagamos, não importa o quão amplo a vida caótica possa parecer, estamos sempre conectados e unidos ao divino”.

 

 

O símbolo foi encontrado em escavações arqueológicos em terras da Irlanda à Europa Oriental, atestando dessa forma a sua ampla adoção pelos antigos Celtas.

Triskle em grego significa “de três pernas”, e, parece muito com três pernas em execução, dando o sentimento de movimento perpétuo.

Em essência: “Não importa o que você faça para mim, ou quantas vezes você me assalta – eu sempre vou ficar de pé e avançar”.

 

Fonte:

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Celtic_knot

http://thecelticdruid.blogspot.com.br/2014/02/simbolos-celtas.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Endless_knot

http://www.whats-your-sign.com/celtic-knots.html

Https: //www.ancient-symbols.com/celtic_symbols.html&prev=search

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolos-celtas/

 

 

Escrito por Ilda Takaoka

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

Vajra ou Dorje tibetano

Fig 1

A lenda hindu da criação do Vajra…

 

Os Devas (deuses da natureza) depois de expulsos pela serpente-rei Vritra – que tinha o poder de não ser morto por qualquer arma -, não tinham esperanças de recuperar o seu reino.  Indra o Devas – rei dos raios teria se aproximado de Shiva (um dos deuses da trimúrti – formado por Shiva, Vishnu e Brahma) que não podia ajudá-lo. Indra juntamente com Shiva e Brahma foram buscar a ajuda de Vishnu. Ele revelou que apenas a arma feita dos ossos de Rishi Dadhichi (sábio ancião, símbolo hindu do sacrifício para triunfar sobre o mal) aplacaria Vritra.   Indra construiu então uma arma poderosa, formada a partir dos ossos indestrutíveis Dadhichi que deram a mais poderosas das armas, o Vajra.

 

Vajra como arma de Poder e da Proteção

 

Quando o cetro Vajra é mantido na mão direita levantada da divindade Vajrapani (sânscrito: “Vajra em sua mão” – protetor e guia de Buda Gautama), de forma furiosa, o Vajra é entendido como uma arma formado pelo raio de Indra, muito poderosa, destinada a atordoar a vítima que é o alvo, assim como nas mãos a arma de Héracles – o herói divino da mitologia grega.

 

 

 

 

Petroglifos antigos na Ásia atestam a importância deste símbolo

 

 

Moedas da era Cristã primitiva

 

Varja em Katmandu no Nepal

 

 

Conheça nossa coleção Dorje/Vajra >>

Essência do Vajra ou Dorje tibetano

Por causa de sua importância simbólica, o Vajra expandiu-se com a cultura e religião indianas para outras regiões asiáticas, como Nepal, Tibete, Butão, Camboja, Mianmar, China, Coreia e Japão.

Dorje, correspondente ao Vajra em tibetano, significa pedra nobre > Do = pedra e r Je = nobre ou príncipe >> uma dureza indestrutiva e brilho como o diamante, que não pode ser cortado ou quebrado. O Vajra/Dorje simboliza a força irresistível do relâmpago e a indestrutibilidade do diamante simultaneamente, e essencialmente o poder espiritual e a firmeza do espírito.

O Rigveda, documento mais antigo do mundo, identifica o Vajra como um metal entalhado com mil dentes e com pontas abertas, ao contrário do budista, que tem pontas fechadas. De acordo com uma lenda budista, Sakyamuni pegou o Vajra de Indra e forçou seus dentes abertos, formando assim um cetro budista pacífico com as pontas fechadas e com o poder inquebrável e indestrutível do raio de Indra.

Em sua essência, um Dorje ou Vajra representa o raio da iluminação, aquela mudança abrupta na consciência humana que é reconhecida por todas as grandes religiões como um episódio fundamental nas vidas dos místicos e dos santos. Para os budistas, é o que ocorreu ao Buda histórico e a todos aqueles que experimentam Satori (termo japonês budista para iluminação), abandonando o eu. Os tibetanos chamam isso de a Grande Morte para distingui-la daquela física que será a experiência de todos nós.

 

O instrumento e seu significado

 

O seu tamanho é variável e têm três, cinco ou nove raios que geralmente fecham em cada extremidade em forma de lótus.

> O centro é uma esfera achatada que representa o dharmata como a “esfera da realidade real”. Esta esfera é selada dentro da sílaba HUM, cujos sons de três componentes representam a liberdade do karma ([a letra sânscrita,] Hetu), a liberdade do pensamento conceitual (Uha) e a falta de fundamento de todos os dharmas (M.).

> Em ambos os lados do cubo central estão três anéis que simbolizam a felicidade espontânea da natureza de Buda como vazio, insensibilidade e facilidade.

> A seguir duas flores de lótus, representando Samsara –   fluxo incessante de renascimentos através dos mundos e Nirvana – estado de libertação atingido pelo ser humano ao percorrer sua busca espiritual.

Cada um dos dentes exteriores surge das cabeças dos Makaras (monstro mitológico marinho). Os quatro Makaras simbolizam os quatro inconvenientes (compaixão, amor, alegria simpática e equanimidade); as quatro portas da libertação (vazio, insensibilidade, despreocupação e falta de composição); a conquista das quatro Maras (impurezas emocionais, paixão, morte, falta do divino). As atividades do Karma – orgulho e paixão; os quatro elementos purificados (ar, fogo, água, terra) e as quatro alegrias (alegria, alegria suprema, alegria de cessação e alegria inata).

 

PINGENTE DORJE ou VAJRA, PRATA 925, TURQUESA NATURAL. India – 31903985

O Objeto – Cetro Vajra ou Dorje

Enquanto ferramenta ou implemento ritualístico, é usado simbolicamente pelo budismo, jainismo, hinduísmo, todos os quais são tradições do darma.

 

 

Tipos de cetros de Vajra ou Dorje: A configuração de nove dimensões é o Vajra mais usado pela Tradição Nyingma do budismo tibetano e do Himalaia. A configuração de cinco pontas é o usado pelas novas escolas, ou Sarma: Sakya, Kagyu, Jonang, Gelug, etc. O de um ponto está relacionado a rituais de Naga. Um Vajra com cinco pontas com dentes abertos e não tocando o pino central é um Vajra de cinco vírgulas. Os com rostos que adornam o centro são do sudoeste da China. Vajras com dentes de dragão de nove ou mais, cerca de cem são de origem chinesa. Vishvavajras (Dorje duplo) com vinte dentes representam atividade.

 

Vishvavajra ou a Cruz Vajra ou Dorje duplo é um poderoso símbolo que significa descoberta infalível. Sua atividade transmuta o klesha (mancha, ou imperfeição) do ciúme. Sua atividade é a sutil função de diminuir o apego, o não Golpista e a proteção. É também o emblema das divindades budistas cuja influência encoraja a determinação imutável.  A Cruz Vajra, seja vertical ou na forma de X, também tem a mesma função.

 

 

PINGENTE MANDALA, DORJE, RUBI NATURAL, PRATA 925 – 31903530 – 1

 

Vajra ou Dorje e o Ritual Budista

 

Uso conjunto com o Ghanta: O Vajra ou Dorje e seu objeto complementar, o Ghanta (sino) são os implementos rituais característicos de Vajrayana ou os métodos tântricos do Budismo. Enquanto o Dorje com suas associações masculinas representa a compaixão de todos os Budas, o Ghanta representa a sabedoria, que neste contexto é considerado um princípio feminino. Para alcançar a iluminação, os dois princípios devem funcionar em harmonia. Na tradição budista, o sino é visualizado como o corpo, o Dorje é a mente. O som do sino é considerado o discurso do Buda. Também pode ser um foco para a contemplação da Impermanência.

 

“Aquilo que é Vajra possui sete qualidades: não pode ser cortado pelos maras — os obstáculos à nossa iluminação — nem pode ser apreendido ou separado por conceitos; não pode ser destruído por conceitos que atribuem às aparência uma verdade que elas não possuem; é verdade pura, no sentido de que nada contém de errado; não é feito de substância que se aglutinou e que pode se desmanchar; não é impermanente, e, portanto, é estável e inamovível; é impossível de ser obstruído, no sentido de que tudo permeia; e é inconquistável, no sentido de que é mais profundo do que tudo o mais e, assim, destemido. Essas são as sete qualidades da nossa própria natureza, a verdadeira natureza do nosso corpo, fala e mente.” 

Chagdud Tulku Rinpoche, Portões da Prática Budista

 

Bibliografia

https://www.thoughtco.com/vajra-or-dorje-449881

http://www.khandro.net/ritual_vajra.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/Dadhichi

http://kadampa.org/pt-br/reference/o-que-tantra

https://en.wikipedia.org/wiki/Vajra

http://www.budismo.com/articulos/vajra.php

http://dharmanetblog.blogspot.com.br/2012/11/vajra-gantha-o-cetro-e-o-sino-estes-sao.html

http://www.buddhanet.net/e-learning/history/bud_vajra.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/Vajrapani

http://ezinearticles.com/?Dorje—The-Tibetan-Buddhist-Symbol&id=2855928

https://tibetantrekking.com/religion/vajra/

http://www.mundoetnico.com/index.php?s%E3-mbolos-y-objetos_111/el-dorje-o-vajra-_191/

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

Cultura Celta

 

Cultura Celta

O nome Celta originou-se com os gregos antigos, que chamavam os povos bárbaros da Europa Central de Keltoi (O nome Κελτοί Keltoi e Celtae é usado em grego e em latim, respectivamente).Contrariamente dos que o gregos os denominavam, os Celtas eram um grupo linguístico e de genética cultural muito amplo. Nunca foram um império governado por um só governo, mas por várias tribos. O que os unificavam como uma nação era a língua, a religião e os druidas que circulavam entre as diversas tribos, onde curavam, atendiam juridicamente, espiritualmente e até os convocavam para as guerras.

 

Distribuição da língua Celta através do tempo

 

 

 A cultura Celta é muito antiga, remonta de mais de 2.700 anos e ainda é uma força viva no mundo moderno, através da arte, música, escrita e espiritualidade, que permaneceram sem rompimento ao longo dos séculos. Os primeiros escritos preservam a antiga visão Celta do mundo, que é a natureza veneradora e poética, onde os mundos espiritual e material se unem para enriquecer uns aos outros.
As primeiras crenças foram assumidas e reformadas pelos druidas, que por sua vez foram influenciados pela religião romana. Com o tempo, isso foi transformado por Cristianismo na forma da Igreja Celta, que não era uma ruptura com a tradição, mas uma continuação da sua essência em uma nova forma.

 

O escritor grego Strabo (c.64 a.C. – c.23 d. C.) escreveu que “entre os gauleses haviam três grupos de homens que se encontravam em honra excepcional: os Bardos, os Vates e os Druidas. Os Bardos eram músicos, cantores e poetas, e os Vates adivinhadores e adivinhos naturais. A antiga religião Celta era veneradora de natureza e politeísta, reconhecendo muitos níveis de seres e divindades sobrenaturais. Eles acreditavam que o curso da natureza é a vontade dos deuses. As deidades locais e gerais, eram veneradas em santuários naturais como pedras, rios, lagos e floresta. Os Bardos, os Vates e os Druidas tinham uma relação integrada com o mundo natural. Possuíam um imenso corpo de sabedoria tradicional, referente à natureza, às estações, à astronomia, à morte e à transformação”.

Conheça a nossa coleção Celta >>

A espiritualidade Celta entendeu que toda a existência tem uma natureza cíclica e que existe uma continuidade direta entre o mundo material e o outro mundo. Os ensinamentos druídicos reconheciam que existe um mundo invisível que interpenetra e afeta o mundo visível.  Os seres humanos podem entender as coisas como tendo três níveis: o físico, o espiritual e o simbólico. Assim, a cultura foi integrada com a natureza e se expressou através das múltiplas possibilidades além da própria vida.

 

Conheça a nossa coleção Celta, inspirada nessa cultura tão rica.

 

https://fr.vikidia.org/wiki/Celtes

https://fr.wikipedia.org/wiki/Religion_des_Celtes

https://ja.wikipedia.org/wiki/ケルト人

https://en.wikipedia.org/wiki/Names_of_the_Celts

https://en.wikipedia.org/wiki/Celts

https://en.wikipedia.org/wiki/Hallstatt_culture

http://www.joellessacredgrove.com/Celtic/history.html

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

Flor da Vida

                      

 

A Harmonia entre a forma, proporção e perfeição da Flor da Vida é conhecida por filósofos, arquitetos e artistas há milênios em todo o mundo. É um dos símbolos sagrados mais antigos conhecidos pelo homem.
A Flor da Vida é considerada uma geometria sagrada, por conter o antigo valor religioso que retrata as formas fundamentais do espaço e do tempo. Ela é um símbolo visual que nos faz lembrar que estamos conectados um ao outro e a cada coisa do Universo. Acredita-se que contenha um tipo de Registro Akashico (conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo) com informações básicas de todos os seres vivos.
Existe uma enorme quantidade de informações e conhecimentos que podem ser obtidos à medida que aumenta a compreensão da Flor da Vida. Ela ajuda a entender como o Universo funciona, pode ser usado como uma ferramenta para se conectar durante a meditação, e também como um símbolo poderoso para acompanhá-lo na sua vida cotidiana.
A Flor da Vida possui o mesmo código genético que está no nosso DNA, o mesmo dos movimentos iniciais de Deus para criar o Universo. Não existe nenhum conhecimento no Universo, que não esteja contido no padrão da Flor da Vida.

 

 

Ao longo da história, o símbolo da Flor da Vida, pode ser encontrado em manuscritos, templos e arte em todas as culturas ao redor do mundo.

  Cinco padrões de 19 círculos da Flor da Vida sobrepostos podem ser vistos em uma das colunas de granito no Templo de Osíris em Abydos no Egito e outros cinco círculos desse tipo adornam uma coluna em frente ao edifício. Eles foram desenhados em ocre vermelho e alguns estão muito fracos e difíceis de distinguir. Acredita-se que foram gravadas em 535 a.C.

 

 

Está exposta no Museu do Louvre, na França, o primeiro exemplar encontrado com um padrão repetitivo tendo como modelo a Flor da Vida. Esta peça datada de 645 a.C faz parte de um detalhe de uma porta do palácio do Rei Dur-Sharrukin da Assíria e mede 2,07 por 1,26 metros.

 

 

Arte fenícia encontrado em Idalion no Chipre, datada entre os séculos VIII a VII a.C. a Flor da Vida está esculpida na parte central da peça.

 

 

   Na Cidade proibida (construída entre 1406 e 1420) em Beijing a Flor da Vida ornamenta a base de uma estátua chamado ‘cão-fu’. Além da Cidade proibida, o símbolo foi encontrado em vários templos na China.

 

 

 

 

 

Outros locais:
Índia – Em Harimandir Sahib (O Templo de Ouro) em Hampi, e em templos Budistas em Ajanta.
Israel – Nas antigas sinagogas nas cidades de Galileia e Mesada.
Turquia – Em Izmar na cidade de Éfeso.
Japão – Em vários templos.
Itália – Nas artes italianas do século XIII.
Espanha – Em Córdoba, na catedral ‘La Mezquita’.

 

Leonardo Da Vinci (1452-1519), aprofundou os seus conhecimentos na Flor da Vida, bem como, em vários dos seus componentes como a semente da vida. Desenhou figuras geométricas que representam formas, como os sólidos platônicos, uma esfera, etc., e também usou a proporção áurea do phi em sua obra, todos os quais derivados do design da flor da vida.

Leonardo da Vinci. Códice Atlántico, folio 309v, 1478–1519.

 

A Flor da Vida é composta por múltiplos círculos sobrepostos do mesmo tamanho.  A mais comum é o padrão hexagonal, onde o centro de cada círculo está na circunferência de seis círculos circundantes do mesmo diâmetro, composto por 19 círculos completos e 36 arcos circulares parciais, encerrados por um grande círculo.

 

 

 

Conheça a nossa coleção Flor da Vida >>>

 

 

A Semente da Vida (The Seed of Life) é formada a partir de sete círculos colocados com seis simetrias, formando um padrão de círculos e lentes, que atua como um componente básico do formato da Flor da Vida. Ela simboliza os 7 dias que Deus criou a vida.

 

 

 

O Ovo da Vida (The Egg of Life) é também um símbolo composto por sete círculos tirados do desenho da Flor da Vida (The flower of Life). A forma do Ovo da Vida é a forma de um embrião multicelular em suas primeiras horas de criação.

 

O símbolo Fruto da Vida (The fruit of Life) é composto por 13 círculos tirados do desenho da Flor da Vida. É o modelo do universo, contendo a base para o design de cada átomo, estrutura molecular, forma de vida e tudo o que existe. Contém a base geométrica para a delimitação do Cubo de Metatron, que produz os sólidos platônicos.

 

 

 

O Cubo de Metatron retrata os cinco sólidos platônicos derivados da Flor da Vida. Os cinco sólidos platônicos são formas geométricas que foram um modelo à partir do qual toda vida nasce. Os sólidos platônicos são cinco estruturas que formam os blocos de construção da vida orgânica. Estas cinco estruturas são encontradas em minerais, formas de vida animadas e orgânicas, som, música, linguagem, etc.

 

 

 

 

A Árvore da Vida da Cabala também é derivada da Flor da Vida. Historicamente tem sido adotada por alguns cristãos, judeus, hermetistas e pagãos. Juntamente com a Semente da Vida, acredita-se que seja parte da geometria que é paralela ao ciclo da árvore frutífera. Esta relação está implícita quando estas duas formas são sobrepostas umas às outras.

 

 

 

 

 

 

Imagem: 2011 Andrew Monkman  – Sacred Geometry – The Flower of Life

 

 

 

 

A Grade Mundial é baseada na Flor Completa da Vida e no hexágono / hexagrama, que invisivelmente circunda o planeta. O diâmetro do primeiro círculo foi calculado desenhando uma linha de Orkney para Stonehenge (ambos na Grã-Bretanha). Todos os locais antigos da Europa (círculos de pedra que simbolizam a flor) podem ser encontrados em uma dessas linhas. A grade também vincula todos esses sítios antigos. Muitos dos locais sagrados mais antigos estão no centro dos seis pontos.

 

 

Peças de design e fabricação própria, da nossa coleção flor da vida !

      

 

Bibliografia:
https://fr.wikipedia.org/wiki/Fleur_de_Vie
https://es.wikipedia.org/wiki/Flor_de_la_Vida
https://www.bibliotecapleyades.net/geometria_sagrada/esp_geometria_sagrada_6.htm
http://www.tokenrock.com/explain-flower-of-life-46.html
https://matome.naver.jp/odai/2145616297569674801

The Flower of Life


http://www.collective-evolution.com/2013/12/10/the-secret-to-how-the-universe-works-lies-within-this-geometrical-pattern-what-is-the-flower-of-life/
www.ancient-origins.net/human-origins-religions/what-ancient-secrets-lie-within-flower-life

Flower of Life Meaning


http://www.phoenixmasonry.org/sacred_geometry_the_flower_of_life.htm
https://www.youtube.com/watch?v=YB_yrHG2c8Y – Documentário Egito antigo A Flor da Vida documentários antiguidade história.

 

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

 

 

 

 

Flor de Lotus

 

FLOR DE LÓTUS

Nelumbo Nucifera, conhecida como flor de lótus, é uma flor aquática nativa da Ásia. Diferentemente de qualquer flor, quando ela começa a brotar, ainda está debaixo d´água no meio da lama e do lodo, em condições de extrema aspereza e a despeito de todas as adversidades, ela emerge imaculada e volta-se com toda a sua beleza para o sol.

A suas sementes podem germinar após 13 séculos sem água e outra característica peculiar é que mantém o seu calor interno em 35 graus, a mesma temperatura de um ser humano.

A poderosa planta de lótus é utilizada na medicina tradicional e culinária do Leste e Sudeste Asiático por séculos.

Conheça a nossa coleção Flor de Lótus…

 

Ela é considerada um dos mais antigos e profundos símbolos sagrados do planeta.

Os orientais têm esta flor como símbolo da espiritualidade, pois creem que ela desabrocha aqui na Terra somente depois de ter nascido no mundo espiritual.

 

O lótus tem o título de flor nacional da Índia e é um símbolo de pureza nas tradições budistas e hindus. Muitas divindades de religiões asiáticas são retratadas sentadas em uma flor de lótus. Existem também uma riqueza de símbolos associados com estas flores no Hinduísmo, Budismo e nas práticas religiosas do antigo Egito.

Na religião Hindu a flor de lótus significa a pureza, a paz e a eternidade. Elas são geralmente representados sob os pés de divindades como Lakshmi, Ganesha e Saraswati. Até o criador Brahma emerge de uma flor de Lotus.

Conheça a nossa coleção do Hinduísmo…

Na meditação tem uma postura chamada “Flor de Lótus”, onde o praticante se senta com as pernas cruzadas e as plantas dos pés voltadas para cima.

Ela também está presente no simbolismo associado com os chakras ou centros de energia localizados ao longo da coluna vertebral.

Para os Budistas, Buddha Gautama nasceu com a habilidade de andar com flores de lótus florescendo em todos os lugares onde pisou. Ela representa a pureza como estivesse livre das águas enlameadas do apego e do desejo da vida material.

 

A flor de lótus abre ao nascer do sol e fecha ao pôr do sol, simbolizando, no antigo Egito, o nascimento e renascimento após a morte. Seus desenhos e símbolos foram encontrados no interior das pirâmides e nos antigos palácios.

 

 

O lótus é a mais bonita flor, cujas pétalas abrem uma a uma. Mas só vai crescer na lama. A fim de crescer e ganhar sabedoria, primeiro você deve ter a lama – os obstáculos da vida e seu sofrimento. … A lama fala da terra comum que todos os seres humanos compartilham, não importa em qual estação da nossa vida. … Se temos tudo ou não temos nada, estamos todos confrontados com os mesmos obstáculos: tristeza, perda, doença e morte. Se quisermos lutar como seres humanos para ganhar mais sabedoria, mais bondade e mais compaixão, devemos ter a intenção de crescer como um lótus e abrir cada pétala um por um. “

– Goldie Hawn – atriz e produtora norte americana

Algumas peças da nossa coleção Flor te Lotus:

      

Bibliografia:

www.significationdesfleurs.com/fleur-de-lotus-signification

http://users.skynet.be/lotus/lotus/lotus0-fr.htm

http://www.importantindia.com/16577/essay-on-lotus-flower-national-flower-of-india/

http://www.thehindu.com/todays-paper/tp-national/tp-tamilnadu/lotus-the-national-flower-of-india/article3774100.ece

https://en.wikipedia.org/wiki/Nelumbo_nucifera

https://withanopenheart.org/2013/01/04/the-story-of-the-lotus/

http://www.petramistica.com/internas/artigos/flordelotus.html

http://www.revistapazes.com/lotus-espiritualidade/

https://www.astrocentro.com.br/blog/bem-estar/significado-flor-de-lotus/

https://www.significados.com.br/flor-de-lotus/

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/flor-lotus/

http://www.japaoemfoco.com/flor-de-lotus-significado/

https://www.greenme.com.br/morar/horta-e-jardim/4964-flor-de-lotus

 

 

Texto escrito por Ilda Takaoka –

Ilda Takaoka é formada em Marketing na ESPM-SP, atuou em empresas como Brastemp, Panasonic e Sanyo, e na área de Revisão gráfica e texto na Moderna, UNO, SM, Honda Motos, Corprint e autores independentes.

As joias mais caras do mundo em 2016.

Segundo Anthony DeMarco, jornalista da Forbes, a temporada de leilões este ano foi marcada por altos e baixos, enquanto alguns recordes foram estabelecidos, algumas joias de perfil muito alto, não foram vendidas.

Como nos últimos anos, os diamantes azuis e cor-de-rosa tiveram as ofertas mais altas. O Oppenheimer Blue, um diamante de 14,62 quilates retomou o recorde mundial de qualquer joia já vendida em um leilão, mais de US $ 58 milhões, na venda da Christie’s Geneva Magnificent Jewels em maio

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Fonte: http://www.forbes.com/sites/anthonydemarco/2016/12/28/the-top-jewelry-auction-sales-for-216/#2adfbc14e52e

Um raro diamante verde, conhecido como Aurora, de corte retangular de 5,03 quilates, dentro de um círculo de diamantes rosa redondos, foi vendido por mais de US $ 16,8 milhões na venda de Hong Kong da Christie em maio.

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Fonte: http://www.forbes.com/sites/anthonydemarco/2016/12/28/the-top-jewelry-auction-sales-for-2016/#2adfbc14e52e